Por que esse homem está na minha frente, dentro de um barco? Por que pessoas que nunca vi na minha vida - mas de certa forma são parecidas comigo - embarcam e nunca mais voltam?
Tudo cheira a morte. Tudo ao redor é angústia. Tristeza é a única coisa vizívelnos olhos das pessoas. O rio quase não se movimenta e ouço lamentos ao invés do barulho da água. A areia próxima à água é mais fina e tem um cheiro fétido. Quanto mais longe da água, mais grossa a areia, até eu perceber do que ela é feita: ossos.
Onde estou? Quem são essas pessoas? Por que todas apesar de tão diferentes, são parecidas? Essas perguntas e outras estão voando pela minha mente.
O barqueiro voltou e e algo pesado surgiu em minhas mãos. Uma moeda de ouro, esculpida à mão. Os desenhos são bastante antigos, mas de uma civilização específica.
O estranho barqueiro pareceu, por uma fração de segundo, se iluminar com a moeda em minhas mãos. Alguém do meu lado me disse algo em outra língua, mas de algum jeito eu entendi. "Entregue ao barqueiro. Vá"
Fui ao barqueiro e entreguei-lhe a moeda. O barco navega pelo rio, formado por almas tristes e desconsoladas.
Me aproximo de uma porta imensa. Pessoas andam sem rumo depois da porta. Sinto o cheiro de grama morta (...).
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirTenho uma certa paixão por esse timo de conto, é tão imersivo.... acho que oque eu mais prezo em um conto é isso, a imersão, e você construiu uma muito foda, parabéns, continue com o bom trabalho.
ResponderExcluir